É o Sacramento pelo qual a Igreja, através da unção e da oração dos presbíteros, entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e o salve. Deus vem ao encontro da fragilidade do ser humano. Pode ser pedido na doença ou velhice, seja ou não iminente o perigo de morte. Trata-se da ação misericordiosa do Cristo Redentor, que se torna presente no Sacramento para fortificar, sanar e reerguer o doente e o idoso.
A Unção dos Enfermos é um sacramento profundamente significativo, destinado a oferecer conforto, cura e esperança àqueles que enfrentam doenças ou dificuldades de saúde. Mas quando, exatamente, você deve considerar solicitar essa importante unção?
1. Durante a Doença Grave:
Se você ou um ente querido está lidando com uma condição médica séria ou uma doença terminal, a Unção dos Enfermos pode trazer a força espiritual necessária para enfrentar esses desafios. É um momento de reconciliação e apoio, oferecendo paz em meio à adversidade.
2. Antes de um Procedimento Cirúrgico:
Caso haja a necessidade de uma cirurgia significativa, solicitar a Unção pode proporcionar conforto e tranquilidade antes do procedimento. Esta prática é uma forma de buscar a proteção divina e a orientação nos momentos de incerteza.
3. Para Idosos ou Enfermidades Crônicas:
A Unção dos Enfermos também é recomendada para aqueles que estão envelhecendo ou que enfrentam doenças crônicas que afetam sua qualidade de vida. Ao receber esta unção, é possível renovar a fé e encontrar paz interior.
4. Em Momentos de Crise Espiritual:
Além dos aspectos físicos, a Unção dos Enfermos pode ser solicitada em momentos de crise espiritual ou emocional. Se você está passando por um período de desespero ou solidão, este sacramento oferece a oportunidade de reconectar-se com Deus e encontrar esperança.
5. Para Apoiar um Ente Querido:
Se você tem um amigo ou familiar que está enfrentando dificuldades, considere incentivá-lo a receber a Unção dos Enfermos. Às vezes, um gesto de amor e apoio pode ser o que eles mais precisam neste momento difícil.
A Unção dos Enfermos pode ser administrada a todo batizado que tenha intenção (ainda que habitual ou implícita), que tenha atingido o uso da razão (presumido aos 7 anos completos conforme o cân. 97 §2 CIC) e esteja em perigo de morte ou por motivo de doença grave e velhice (cf. cân. 1004 §1 CIC). “A Unção dos Enfermos não é um Sacramento só daqueles que se encontram às portas da morte. Portanto, o tempo oportuno para receber a Unção dos Enfermos é certamente o momento em que o fiel começa a correr perigo de morte, por motivo de doença, debilitação física ou psíquica, ou velhice (cf. SC 73)” (CIC 1514).
Podem receber a Unção dos Enfermos, as pessoas de idade avançada, quando suas forças se encontram sensivelmente debilitadas, mesmo que não se trate de enfermidade grave. Permite-se receber antes de uma cirurgia, cabendo ao sacerdote avaliar a gravidade e a conveniência da administração do sacramento.
A doentes privados dos sentidos ou do uso da razão pode ser ministrada, quando se pode supor que a pediriam se estivessem em pleno gozo de suas faculdades, sendo reconhecida a suficiência de uma expressão interpretativa da intenção de receber este sacramento por um fiel que levou uma vida cristã exemplar.
Na dúvida, se o doente está com o uso da razão, se existe perigo de morte ou já está morto, o sacramento deve ser administrado (cf. cân. 1005 CIC).
Não se administra a Unção dos Enfermos quando há certeza da morte: o presbítero encomenda a Deus o falecido, mas não administra o sacramento, que é Unção dos doentes e não de “defuntos”. A encomendação do fiel falecido deve ser feita mediante atestado de morte dada por um médico.
Não se pode repetir a administração deste sacramento por devoção ou porque se apresenta a ocasião, como, por exemplo, cada semana, cada mês. O sacramento da Unção dos Enfermos pode ser repetido em três circunstâncias somente:
Os que vivem em uniões irregulares e os divorciados que contraíram nova união não podem ser absolvidos e não podem receber a Comunhão eucarística (Familiaris Consortio, 84; Reconciliatio et Paenitentia, 34; Catecismo da Igreja Católica, 1650). São membros amados da Igreja e dela participam com limites; por isso são vivamente encorajados a procurar o quanto antes a sua paróquia para serem acompanhados pelo pároco, que deve recebê-los com paterna afeição. Fruto desse acompanhamento pode ser a busca da Câmara Eclesiástica ou do Tribunal Eclesiástico, em vista de orientações e possíveis encaminhamentos. (cf AL 241-246). Casos particulares devem ser resolvidos conforme orientações da Exortação Apostólica Amoris Laetitia (247-252).
Neste sacramento, oferecemos conforto aos doentes e suas famílias. Ao contribuir, você possibilita que este sacramento seja acessível a todos que dele necessitam, trazendo alívio e paz em tempos de dificuldade.